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Boletim semanal - ano 84 - n° 37

Abaixo está o último boletim publicado.

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Santos, sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Estamos ainda no final da estação de inverno e o tempo seco e quente em Rondônia e em todas as principais regiões produtoras de café do sudeste brasileiro, com temperaturas médias altas para essa época do ano, aumentam a cada dia a preocupação de cafeicultores e operadores de mercado com o volume e qualidade da próxima safra brasileira de café. As previsões dos institutos de meteorologia falam em pelo menos mais dez dias sem mudanças climáticas, com possibilidade de precipitações fracas e pontuais a partir dos últimos dias do mês de setembro, mas sem regularização do regime de chuvas.

Nos últimos meses vários operadores já falavam em uma safra de café recorde em 2018. Em nossa opinião essa possibilidade, que era remota, está afastada, como também afirmou hoje, em entrevista à Thomson Reuters, Carlos Paulino da Costa, presidente da COOXUPÉ - Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, que lidera mais de 13 mil cooperados no Sul de Minas, Zona da Mata e Cerrado Mineiro, no centro da maior e mais importante região produtora de café arábica do Brasil.

O Brasil está terminando a colheita de sua safra 2017, de ciclo baixo, com resultado abaixo do inicialmente projetado pelo mercado, além de um volume de frutos brocados muito acima do número inicialmente previsto pelos agrônomos. Com a proibição do endosulfan, nossos técnicos já contavam com aumento na incidência de broca nas lavouras, mas o resultado surpreendeu e foi ainda pior que o esperado.

Como é amplamente conhecido pelo mercado, o Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, além de segundo maior consumidor, está, pela primeira vez, com seus estoques governamentais zerados, e a esta altura do novo ano safra, com estoques remanescentes insignificantes em mãos da iniciativa privada. Temos na prática apenas a atual safra 2017 para atender os compromissos de exportação e consumo interno. Muitos operadores contavam com uma produção recorde em 2018 para dar certo alívio aos compradores. Começam agora a rever suas projeções e análises.

Com o quadro descrito acima, os contratos de café na ICE em Nova Iorque trabalharam em forte alta esta semana e os com vencimento em dezembro próximo acumularam alta de 1075 pontos no período. No mercado físico brasileiro os preços subiram bem menos. Os compradores repassaram pouco dessa alta para suas ofertas e os produtores, assustados com a seca e o calor e já receosos em vender devido à colheita menor do que a esperada, continuaram retraídos, longe do mercado. Vendem apenas o necessário pra cumprir seus compromissos mais próximos.

Em nossa opinião os preços praticados estão realmente baixos, não refletindo a delicada situação dos estoques e produção brasileira. Os acidentes climáticos se sucedem em todo o mundo e nada indica que teremos normalidade climática nas regiões produtoras de café tanto no Brasil como nos demais produtores.

A "Green Coffee Association" divulgou que os estoques americanos de café verde totalizaram 7.266.027 em 31 de agosto de 2017. Uma baixa de 147.285 sacas em relação às 7.413.312 sacas existentes em 30 de julho de 2017.

Até dia 14, os embarques de setembro estavam em 528.203 sacas de café arábica, 9.599 sacas de café conilon, mais 52.669 sacas de café solúvel, totalizando 590.471 sacas embarcadas, contra 430.738 sacas no mesmo dia de agosto. Até o mesmo dia 14, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em setembro totalizavam 959.879 sacas, contra 823.731 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 8, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 15, subiu nos contratos para entrega em dezembro próximo 1.075 pontos ou US$ 14,22 (R$ 44,34) por saca. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 8 a R$ 534,37 por saca, e hoje dia 15, a R$ 583,20 por saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em dezembro a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 375 pontos.

Escritório Carvalhaes

 

Cotações de Café

terça-feira, 19 de setembro de 2017

 

US$/saca 60 Kg

Gráfico
  • CD Finos
  • Fino/Extra
  • Boa Qualidade

  • Duro Fraco
  • Riados
  • Rio

  • Consumo Dura
  • Consumo Riada
  • NY

Mercado físico:

18/09/2017 - Estável - COTAÇÕES NOMINAIS.

Indicador de preços OIC - 15/09/2017

Colombian Mild Arabicas: US$ 159.04
Brazilian Naturals: US$ 136.45
(US cents por libra)
Fonte: OIC (Organização Int. do Café)

Mercado de Café safra 2017/2018
Cafés Físico Fech. Mín. Máx.
CD Finos 18/09/17490,00510,00
Fino/Extra 18/09/17470,00490,00
Boa Qualidade 18/09/17460,00470,00
Duro Fraco 18/09/17440,00450,00
Riados 18/09/17430,00440,00
Rio 18/09/17420,00430,00
Consumo Dura 18/09/17440,00450,00
Consumo Riada 18/09/17430,00440,00
por saca 60,5 kg - tipo 6 para melhor (em R$) Fonte: Carvalhaes
Cotações de NY
contrato fech. U$ var. R$
SEP17 18/09/17 138.95 -105  575,49 
DEC17 18/09/17 140.35 -105  581,29 
MAR18 18/09/17 143.85 -100  595,78 
MAY18 18/09/17 146.15 -95  605,31 
JUL18 18/09/17 148.30 -105  614,21 
SEP18 18/09/17 150.50 -105  623,32 
U$ cnt / Lb - R$ / saca 60 kg (contrato C)
Cotações da Bolsa de São Paulo (BMF)
contrato fech. U$ var. R$
SEP17 18/09/17 155.75 487,85 
DEC17 18/09/17 172.20 -155  539,16 
MAR/18 18/09/17 177.50 290  555,75 
MAY18 18/09/17 --  -- 
por saca 60,5 kg
Cotações da Bolsa de Londres (LIFFE)
contrato fech. U$ var. R$
SEP17 18/09/17 2,026.00 13  6.343,41 
NOV17 18/09/17 2,005.00 13  6.277,66 
JAN18 18/09/17 1,993.00 13  6.240,08 
MAR18 18/09/17 1,991.00 14  6.233,82 
por tonelada - café robusta
cotações do câmbio
moeda un valor data
Dólar Com. R$ 3,1310 18/09/17
Euro US$ 1,1939 18/09/17